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Dinheiro: quanto você precisaria ter para ser feliz, pergunta site
Todos nós temos sonhos, muitos dos quais envolvem algum tipo de
realização financeira. Mas você saberia dizer o quanto exatamente
precisaria para ser feliz? É essa a pergunta que faz matéria
publicada recentemente pelo portal MSN, da Microsoft, em sua seção
"Money".
O texto é particularmente interessante para os dekasseguis porque
faz refletir sobre valores como a felicidade e a sua relação com a
situação financeira.
Veja alguns itens abordados pelo texto do MSN:
• Que tipo de aumento patrimonial você precisaria ter para que
isso tivesse um impacto na sua qualidade de vida?
Ainda que a maioria das pessoas tenha como objetivo acumular um
patrimônio, ou fazê-lo crescer, poucas têm uma idéia clara do quanto
precisariam acumular para alcançar a sua felicidade. Assumindo que
você esteja entre a minoria que sabe o que quer, e que tem tudo
planejado, você estaria disposto a correr os riscos necessários para
alcançar a sua meta financeira?
• À primeira vista, a resposta a essa pergunta parece simples, e
boa parte das pessoas diria que sim.
Porém, recentes estudos na área de Finanças Comportamentais indicam
que não é bem assim. O seu patrimônio, ou seja, aquilo que você já
acumulou importa muito para você, e não raro preocupado em
protegê-lo você opta por não correr os riscos necessários para
fazê-lo crescer.
• Estranho? Nem tanto.
A avaliação dos conceitos de Finanças Comportamentais indica que
cada R$ 1,00 que você recebe acima daquilo que considera como
essencial para a sua sobrevivência tem menos utilidade marginal do
que o real que recebeu antes dele.
• Na prática, isso significa que, uma vez satisfeita sua
necessidade financeira de sobrevivência (vale lembrar essa
necessidade varia de pessoa para pessoa), cada novo R$ 1,00 que você
recebe implica em uma satisfação marginal menor do que o anterior.
Isso porque a cada novo real que recebe, você realiza necessidades
cada vez menos importantes. Uma postura que em economia é conhecida
como "lei os retornos decrescentes".
• Se o interesse das pessoas diminui a cada novo real que
recebem, isso significa que, na prática, nos preocupamos mais em
perder um real do que ganhar outro.
Em outras palavras, nós sofremos mais com a perda de dinheiro que já
tínhamos alocado para a realização de uma determinada necessidade do
que o fato de não conseguirmos ganhar mais dinheiro para realizar
necessidades menos prioritárias.
• Essa relação de tristeza acontece porque, ao definirmos nossos
objetivos, tendemos a priorizá-los.
De forma que uma vez alcançada uma meta, outra nova meta surge, e
ela é menos essencial do que a anterior que alcançamos.
• Em Finanças Comportamentais esse tipo de sentimento é conhecido
como aversão assimétrica ao risco.
O nome assusta, mas o conceito pro trás é simples: perder dói mais
do que a felicidade que temos quando ganhamos.
• Para quem discorda, vale a pena uma reflexão.
Você se sentiria feliz se tivesse R$ 1 milhão para investir? Feito
isso, qual seria o seu próximo passo? Certamente juntar outros R$
500 mil seria bastante bom. Mas, você não concorda que a tristeza de
perder R$ 500 mil seria maior do que a alegria de acumular essa
mesma quantia?
• Até agora concentramos nossa discussão acerca de patrimônio,
quando na realidade a aversão assimétrica ao risco é maior em
relação à renda.
Sua situação financeira é tranqüila? Na dúvida sobre o que isso
significa? Você não pertence ao seleto grupo de bilionários
brasileiros, mas também não se estressa muito controlando cada
centavo quando vai ao supermercado (a menos é claro que tenha se
transformado em pão duro).
• Caso tenha respondido afirmativamente, você provavelmente irá
concordar que um aumento salarial, ainda que bem vindo, não irá
alterar o seu estilo de vida da mesma forma que uma queda
substancial da sua renda, ou o desemprego.
• Reflita sobre tudo isso e faça novamente a seguinte pergunta:
acumular mais dinheiro lhe traria mais felicidade?
Não seria essa felicidade mais facilmente alcançável se você
aprendesse a gerir melhor aquilo que acumulou? Você está preparado
para arriscar aquilo que demorou anos para juntar?
• Independente de qual foi a sua escolha uma coisa é certa: tanto
quem prefere preservar quanto quem está disposto a correr risco deve
saber tomar decisões corretas para o dinheiro.
E, para isso, é preciso, além de planejar, investir na sua educação
financeira. |

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DICA RÁPIDA
Prepare-se, prepare-se e prepare-se. Não improvise o seu retorno
às atividades profissionais quando estiver no Brasil. Leia tudo que puder, faça
cursos, converse com outros empreendedores. O dinheiro mal empregado acaba
rapidamente.
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